12.6.06
“COMPANHIAS ESPÍRITUAIS”
"(…) criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. (…) Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo."
(A Gênese, Allan Kardec, cap.XIV,item 15.)
Uma simples vibração do nosso ser, a um pensamento emitido, por mais secreto nos pareça, evidenciamos de imediato a faixa vibratória em que nos situamos, que terá pronta repercussão naqueles que estão na mesma frequência vibracional. Assim, atrairemos aqueles que comungam conosco e que se identificam com a qualidade de nossa emissão mental. Através desse processo, captando as nossas intenções, sentindo as emoções que exteriorizamos e "lendo" os nossos pensamentos é que os Espíritos se aproximam de nós e, não raro, passam a nos dirigir, comandando nossos atos. Isso se dá imperceptivelmente. Afinizados conosco, querendo e pensando como nós, fácil se torna a identificação, ocorrendo então que passamos a agir de comum acordo com eles, certos de que a sua é a nossa vontade - Tal a reciprocidade de sintonia existente.
Não entraremos na questão do livre-arbítrio, sobejamente conhecida dos espíritas. Sabemos que a nossa é livre de acitar ou não estas influênciações. Que a decisão é sempre de nossa responsabilidade individual. O importânte é meditarmos a respeito de quanto somos influenciáveis, e quão fracos e vacilantes somos. O Espíritismo, levantando o véu dos mistérios, nos traz a explicação clara demostrando-nos a verdade e, através desse conhecimento, nos dá condições de verncer os erros, e sobretudo de nos preservarmos de nossas quedas.
Fácil pois, aos Espíritos, nos dirigem. Isto acontece com os homens em geral, sejam eles médiuns ostensivos ou não. É que, como médiuns, todos somos sensivéis a essas aproximações e ninguém há que esteja absolutamente livre de influenciações espírituais. Escolher a nossa companhia espíritual é de nossa exclusiva responsabilidade. Somos livres para a opção.
No passado, sabemo-lo hoje, escolhemos o lado das sombras, trilhando caminhos tortuosos, tentadores, e que nos pareciam belos. Optamos pelo gozo material, escolhendo a estrada do crime, onde nos chafurdamos com a nossa loucura, enquanto faziamos sofrer os seres que de nós se aproximavam. Muitos de nós ouvimos a palavra do Cristo e tivemos a sagrada ensancha de optar entre a luz e a sombra. Mas, aturdidos e ensandecidos, preferimos Manom a César. Após essa desastrosa decisão, que repercutiria em nosso mundo íntimo, em tragédias de dores acerbas, e sofrimentos prolongados pelos séculos a fora, fomos rolando, quais seixos levados pela caudal de águas turbilhonantes, tendo junto a nós aqueles que elegemos como companheiros de jornada. Até que chegamos, finalmente, ao porto seguro do Consolador.
Toda essa tragetória está magnificamente narrada por Joanna de Ângelis, no cáp.24 do livro "Após a Tempestade". Ela nos adverte de que já não há mais tempo a perder: "Estes são os momentos em que devemos colimar realizações perenes. Para tanto, resolvamo-nos em definitivo a produzir em profundidade, acercando-nos de Jesus e por ele nos deixando conduzir até o termo da jornada". Eis a opção que o Espiritismo nos faculta agora. Escolha consciente, amadurecida. Escolha feita por quem já sabe e conhece. Por isto mesmo muito mais responsável.
Suely Caldas Schubert
Livro: Obsessão Desobsessão.
Profilaxia e Terapêutica Espíritas.


criado por Regina Carrado
14:07:15 — Arquivado em:
Comentário por Regina — 14.6.06 @ 20:12:54
Tudo depende do que pensamos e como pensamos, atraimos as companhias espírituais, porque nós mesmos a chamamos…
O SEMELHANTE ATRÁI SEU SEMELHANTE…
Cultivemos bons pensamentos, boas atitudes e sempre teremos ao nosso redor companhias elevadas espíritualmente..
Comentário por Alexandre Magno — 21.6.06 @ 21:45:58
Bom, o ” diga-me com quem tu anda que te direi quem és” é uma advertência atualíssima. Poderia até ser adptada da seguinte forma: DIGA-ME O QUE TU PENSAS QUE TE DIREI COM QUEM ANDAS. Na verdade, as companhias que temos estão relacionadas com o que pensamos, vibramos ou fazemos. Por isso, o “orai e vigiai” ensinado pelo Mestre Jesus, é o melhor remédio.