29.7.06
PORQUE TEMOS DIFICULDADE EM ACEITAR O DESENCARNE?
Por mais que estudemos sobre o assunto, que sabemos que o desencarne nada mais é do que a continuação da vida na verdadeira pátria, normalmente nós como seres encarnados cheios de limitações, nos sentimos atraiçoados quando alguém que nos é querido se vai..
Colocarei aqui um trecho do livro "APÓS A TEMPESTADE"- Divaldo Franco
pelo Espírito de Joanna de Ângelis
Os seres amados recebem, onde se encontram vivos após a morte, os dardos da revolta negativa para eles como as lembranças afáveis do amor. O pensamento é força vital gravitando no Universo. Ímã poderoso mantém sua própria força e atrai as ondas semelhantes que nele se fixam ou às quais se liga.
Assim, recorda os teus mortos com alegria e ternura, mesmo que isto te pareça paradoxal. A morte não visita apenas o teu lar. Passa por todas as portas, invariavelmente. Se amas, conforme dizes, atesta-o com nobreza e não por meio da insensatez.
Uma memória que inspira ânimo e confiança, alegria e esperança. Coloca-te no lugar de quem partiu e considera a forma como te sentirias se foras a causa do infortúnio da pessoa que, dizendo amar-te, pensa em fugir, em vingar-se, em abandonar a vida…Refletirás melhor e transformarás a dor em flores de alegria, guardando a certeza de que o amanhã fará o teu reencontro com quem amas.
A vida sempre devolve conforme recebe.
Irisa o céu da tua saudade com a luz da oração pelos teus amados imortais….E começa a preparar-te para a vilegiatura que te alcançará logo mais. Rompe as algemas da paixão, quebra as peias do egoísmo, organiza o programa de libertação das mágoas, reflete nas dores e, quando chegar o teu momento, que nenhuma retentiva te prenda na retaguarda…Vivendo, está-se desencarnando a pouco e pouco. O golpe final resulta de todos esses pequenos morreres, que lançam a alma na realidade da cosciência livre e indestrutível.
Desencarnar é desembaraçar-se da carne. Morrer, literalmente, significa cessar de viver. Do ponto de vista espíritual, porém, morte é vida e vida no corpo pode afigurar-se como morte transitória da liberdade e da plenitude da lucidez. Vive, pois, de tal forma que, advindo a morte ou desencarnação, estejas livre e prossigas feliz.
Vamos refletir um pouco sobre este assunto ? coloquem aqui suas opiniões.


criado por Regina Carrado
18:02:13 — Arquivado em:
Comentário por Carlos Mantovani — 1.8.06 @ 18:06:14
Allan Kardec, no livro O Céu e o Inferno, trata exaustivamente do problema da morte. Diz-nos que o temor da morte decorre da noção insuficiente da vida futura, embora denote também a necessidade de viver e o receio da destruição total. Segundo o seu ponto de vista, o espírita não teme (ou não deveria temer) a morte, porque a vida deixa de ser uma hipótese para ser realidade, ou seja, continuamos individualizados e sujeitos ao progresso, mesmo na ausência da vestimenta física. A dificuldade se dá por falta de fé real ou raciocinada ignorando o verdadeiro amor de Deus por nós. Devemos ter a certeza de uma vida bem vivida, com retidão e coerência nos ensinamentos de Jesus.
Comentário por PERCIA REIS — 7.8.06 @ 07:20:22
NOS É DIFÍCIL A ACEITAÇÃO DO DESENCARNE COMO QUALQUER MUDANÇA QUE TEMOS EM NOSSAS VIDAS, PRINCIPALMENTE PORQUE O DESENCARNE NOS DEIXA SAUDADE E DÚVIDAS, MESMO OS ESPÍRITAS SENTEM QUANDO OCORRE A MUDANÇA. SOMOS HUMANOS LIMITADOS NO DIA-A-DIA E QUANDO NOS IMPONHEM ALGO NOVO SEMPRE “SOFREMOS”, MAS COMO EM QUALQUER MUDANÇA QUE OCORRA, SEMPRE HÁ NO FINAL A ACEITAÇÃO E O COSTUME À NOVA SITUAÇÃO.
Comentário por claudia penalva de oliveira — 9.8.06 @ 00:12:39
Concordo com o primeiro comentario… nos acabamos limitando nossa vida de forma geral à vida terrena, nos apegamos a onjetos e à pessoas, isso faz com que o desencarne de pessoas apegadas seja dolorido… e realmente é uma coisa doloridaaté pros grandes estudiosos da doutrina espirita.
Comentário por Diva — 10.8.06 @ 11:26:06
Acredito que somos criaturas ainda em aprendizado e como crianças ainda em nossa evolução espitutal temos ainda muito forte em nossa vida o apego demasiado a vida e aos nossos entes queridos. Mas como aprendizes que somos e diante de nossa imperfeição ao menos colocar em pratica, nosso carinho, nosso amor, nossa saudade saudável aos nossos entes queridos que desencarnaram, é um ato bastante promissor para que aprendermos o desapego. Pensamentos de muito amor, ajuda muito, lagrimas atrapalham, aprendemos bastante essa lição, colocar em prática é um começo.